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sábado, 29 de outubro de 2011

Perguntas sobre "Projetos de redes elétricas"

Perguntas 



 1 – Que tipo de turbina é mais apropriado para regiões montanhosas?

       Turbina tipo Pelton    

   2 – Como classificamos as usinas hidrelétricas de energia (UHE) quanto a capacidade de gerar energia?

                  Grande potência, pequena potência e reversíveis

  
    3 – Quanto a construção, quais as partes componentes de uma usina hidrelétrica?

                     Barragens, comportas, vertedouro e casa de máquinas



    4 – Dentre os tipos de turbinas, quais operam segundo as condições abaixo.

a)      40 a 400m.  
 Francis 
     

b)      20 a 50m      
 Kaplan 


c)      abaixo de 25m 
  Bulbo 



5 – Quais os componentes de uma linha de transmissão?  

             Cabos para-raios, Cabos condutores e Estruturas




  6 – O que você entende por ‘horário de ponta’?

Corresponde ao intervalo de 3 horas consecutivas, situado no período compreendido entre as 18h e 21h e durante o horário de verão e das 19h à 22h Exceção feita aos sábados e domingos e feriados.



  7- Dê a definição dos seguintes componentes:

A) Transformador interligador.

 Interliga dois subsistemas de transmissão de tensões diferentes


B) Transformador de distribuição.

    Alimenta cargas de baixa tensão através de uma rede de média tensão


   8  – Qual a definição de ‘Período Seco’?

       Compreende os fornecimentos abrangidos durante sete meses consecutivos, maio a novembro
   
    

   9 – Explique porque devemos elevar a tensão para uma possível transmissão?

   Reduzir a corrente e conseqüentemente o diâmetro do condutor  e minimizar as perdas por Efeito JAULE.


    10 – Como podem ser construídas as linhas de transmissão?

          Aéreas, subterrâneas e subaquáticas 

   11 – Como classificamos as usinas hidrelétricas de energia (UHE) quanto a capacidade de armazenar água?

             Usina fio d’água e usina de acumulação 


   12 – O sistema utilizado pelas empresas para através de um único tipo de  combustível gerar simultaneamente energia elétrica, mecânica e térmica é chamado de

            Sistema de Co-geração
  
   13 – Qual fenômeno que ocorre quando um forte campo elétrico associado com um condutor de alta tensão ioniza o ar próximo ao condutor?
 
                        Efeito    Corona

   14 – Qual turbina é conhecida como aerogeradores, cuja função é transformar a energia cinética do vento em energia mecânica e consequentemente em energia elétrica?    Turbina eólica

  
15 – Como podemos minimizar o efeito Joule?
   
  Diminuir a corrente a ser transmitida, ou seja, aumentando a voltagem de transmissão.

16 – O que é energia Ativa?

            Energia elétrica que pode ser convertida em outra forma de energia

17 – O que é energia Reativa?

            Energia elétrica que circula continuamente entre os diversos campos elétricos e magnéticos de um sistema de corrente alternada, sem produzir trabalho.

18- Cite dois tipos de SPDA (Sistema de Proteção contra descargas Atmosféricas).

            Método da Esfera rolante e Método Franklin

19- Qual a vantagem Econômica da Transmissão em (HVDC), Alta tensão em corrente continua?

            Um Sistema de transmissão HVDC, seria um terço da convencional, corrente alternada, utilizando cabos bem mais finos.

20- Como se chama a usina hidrelétrica que reutiliza a água acumulada?

                         Reversível

21-  Qual a profundidade mínima que devemos enterrar os condutores  de decida de  aterramento dos para raios de uma subestação ?

            R: 3 metros
22 –  Qual o objetivo das esferas de cor laranja colocadas na LT?

            Sinalização para navegação Aérea

23- Cite a principal característica do grupamento de  consumidores do grupo A?
            Tensão  igual ou superior a 2,3 KV ou inferior  a 2,3 KV a partir do sistema subterrâneo  Faturadas neste grupo  

     

25 -   Defina o que é horário de ponta?

         Período definido pela concessionária  e composto por três horas diárias consecutivas , exceção feita,sábados domingos e feriados.





26 – Defina horário  fora de  Ponta?
         Período composto pelas horas complementares a aquelas definidas no horário de ponta.

27 – Defina período úmido?

         Período de 5 meses consecutivos compreendidos pela leituras feitas de dezembro a abril do ano seguinte.

28 – Defina Período seco?

         Período de sete messes consecutivos  compreendido pelas leituras realizadas entre maio e novembro.

29- Qual a característica dos consumidores agrupados no grupo B  para efeito de fornecimento de energia?
         Tensão inferior a 2,3KV

30 -   Quanto a classificação como poderemos dividir os consumidores de energia elétrica?
                     Grupo A e Grupo B

31 – Quanto ao fornecimento em que condição o consumidor será alimentado pela rede de distribuição primaria?

         Quando a carga instalada na unidade consumidora for superior a 75 KW

32 – O que vem a ser tarifa Horo- Sazional?

         Estrutura caracterizada pela aplicação de tarifas diferenciadas de consumo de energia elétrica   
        


 
           

  


  
  
  

  

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Maquinas Elétricas Girantes

INTRODUÇÃO
Máquinas elétricas são máquinas destinadas a transformar a energia elétrica em energia mecânica e vice-versa. Como vimos anteriormente, elas podem ser classificadas segundo a transformação da energia: geradora, motora ou transformadora. As duas primeiras classificações são também chamadas de "máquinas elétricas girantes ou rotativas", pela própria característica da conversão eletromecânica.
Nestes tipos de máquinas girantes ou rotativas, suas operações podem ser como operação MOTORA ou operação GERADORA. O que diferencia uma máquina da outra é o sentido da energia empregada. Por exemplo: quando se recebe energia mecânica rotacional pelo eixo da máquina e se converte em energia elétrica, temos então um gerador. A mesma máquina, com algumas adaptações, poderá receber energia elétrica e convertê-la em energia mecânica rotacional. Neste caso, teremos um motor.
Para que possam ser especificados corretamente, é necessário saber quais são os tipos de máquinas existentes no mercado, seu princípio de funcionamento, características construtivas e como realizar sua seleção. Teoricamente, todo motor pode ser um gerador, visto que é apenas uma máquina conversora de energia. O quadro seguinte mostra, de forma geral,os diversos tipos de máquinas elétricas que podem funcionar como motor (principalmente) ou como gerador.
Esta classificação é a mais conhecida e aceita, podendo as máquinas elétricas também serem, classificadas segundo o critério de rotação, grau de proteção, torque, rendimento etc.
DEFINIÇÕES
A máquina rotativa tem partes fixas e partes móveis. A parte fixa (estática) chamamos de ESTATOR e a parte móvel, girante ou rotativa chamamos de ROTOR. A figura a seguir mostra as várias partes de um motor elétrico genérico, no caso um motor trifásico de indução.
O espaço entre o estator e o rotor é chamado de "entreferro“, em Inglês: air gap, e tem papel fundamental no rendimento da máquina. O rotor normalmente é montado sobre um eixo de aço que está apoiado sobre mancais nas duas extremidades da carcaça. Este eixo normalmente recebe tratamento térmico para evitar problemas de empenamento e fadiga. A carcaça é a estrutura que suporta todo o conjunto e são geralmente de construção robusta em ferro fundido, aço ou alumínio, dependendo da aplicação.
O rotor pode ser um núcleo composto de chapas de material ferromagnético, a fim de reduzir as perdas no ferro, ou de uma peça fundida em alumínio que sustenta às chapas de ferro Neste último caso, estamos falando de um rotor no formato de gaiola no as barras e anéis de Alumínio formam os condutores do rotor em curto circuito.O rotor em formato de gaiola pode ser também construído com barras anéis de cobre ou ligas de cobre. Na prática, o projeto e a construção do rotor depende da sua aplicação e das características necessárias para seu melhor funcionamento.
Num gerador síncrono por exemplo, num turbogerador o rotor poderá ser uma peça maciça ferromagnética, usinado de forma a se criar ranhuras, slots, em sua superfície que permitam instalar os lados retos das bobinas de campo, bobinas do rotor.
Já o rotor de um hidrogerador, normalmente tem-se um diâmetro muito superior a de um turbogerador. Neste caso, nem todo material do rotor é peça magnética,sendo o núcleo rotativo composto apenas de uma estrutura metálica que dá suporte e escoramento ao núcleo magnético propriamente dito. Nesta estrutura ficam engastadas as peças polares, que são os pólos do rotor. Mais adiante veremos como é isto e a diferença entre os diversos tipos de máquinas síncronas
No caso do rotor de um motor, o tipo de motor é que define as características construtivas do rotor, podendo ser de indução (o mais comum), de corrente contínua, síncrono bobinado, de ímã permanente etc.
Portanto, dependendo do tipo de máquina elétrica elas possuem características bastantes diferentes, podendo acomodar bobinas, anéis de curto-circuito ou ímãs permanentes.
Um outro dado importante é quando dizemos sobre a velocidade da máquina. A "velocidade do eixo", "velocidade do rotor" ou "velocidade da máquina" diz respeito sobre a mesma coisa, ou seja, a velocidade de rotação do eixo da máquina. Pode parecer infundado o esclarecimento, mas este tipo de dúvida tem provocado bastante confusão.
Tanto o rotor quanto o estator possuem três partes importantes: o núcleo magnético, o enrolamento, bobinas, e o sistema de isolação. O propósito do núcleo é de "canalizar" o fluxo magnético através das bobinas. Os enrolamentos conduzem correntes elétricas que geram o fluxo magnético necessário para a conversão da energia, seja de elétrica para mecânica ou vice-versa. E o sistema de isolação que previne possíveis curto-circuitos nas partes de contato.
A seguir, veremos mais alguns detalhes sobre o rotor, o estator, o sistema de isolação e os enrolamentos amortecedores.
ROTOR
Em algumas máquinas, o rotor pode abrigar suas bobinas de duas maneiras diferentes.Se expusermos os pólos magnéticos ao enrolamento do estator chamaremos isto de rotor de "pólos salientes". Quando o núcleo do rotor tem pólos salientes, núcleo polar, as bobinas do rotor são enroladas em volta desta peça. O conjunto final do pólo é chamado de "sapata polar", nome muito utilizado no meio industrial. Sua função é providenciar uma correta distribuição da densidade de fluxo através do entreferro.
Os pólos salientes são usados principalmente em máquinas síncronas de geração de energia e também na parte estatórica das máquinas de corrente contínua Estas máquinas geralmente trabalham com rotações baixas, devido à resistência do ar elevado, ao conjunto mecânico não muito sólido e ao elevado número de pólos.
Na geração de energia hidrelétrica, a maioria das turbinas hidráulicas trabalham com uma velocidade baixa de rotação,entre 50 e 300 RPM a fim de obter a máxima performance do aproveitamento hidráulico. Como a freqüência elétrica é fixa 60 Hz, o número de pólos será um número relativamente grande. Baixa rotação geralmente caracteriza um diâmetro D de rotor elevado, de forma a fornecer espaço suficiente para a colocação de todos estes pólos,e um comprimento L dos pólos pequeno em relação a este diâmetro.
A outra maneira de se abrigar as bobinas do rotor e produzir pólos magnéticos é chamado de "pólos lisos". Neste caso, o bobinado do rotor está embutido nas ranhuras, slots, da mesma. Como vimos anteriormente, os turbogeradores são geradores que possuem este tipo de rotor. Sua energia mecânica, de rotação advém de turbinas à vapor que trabalham em altíssimas rotações. É o caso típico encontrado na co-geração em usinas de
açúcar e álcool. Esta rotação vai de 1500 a 3600 RPM, o que significa que o gerador deverá dar conta desta velocidade. Como são máquinas síncronas, ou seja, trabalham numa rotação sincronizada com a freqüência elétrica nominal, o número de pólos é sempre muito baixo, não excedendo a 4. Portanto, as máquinas síncronas de geração turbinada à vapor possuem 2 ou 4 pólos apenas.
Diferentemente das máquinas de pólos salientes, as de pólos lisos geralmente tem diâmetro D pequeno e comprimento L grande, ou seja, a relação D / L sempre será menor que 1. Ao contrário das de pólos salientes, onde esta relação sempre será maior que 1.
Em resumo
Turbinas hidráulicas tipo, Kaplan ou Francis, oferecem rotações baixas no seu eixo, exigindo uma máquina, hidrogerador, com vários pólos magnéticos, de preferência pólos salientes, o que implica num diâmetro grande, comparado ao seu menor comprimento.
Já as turbinas à vapor oferecem alta rotação, exigindo máquinas elétricas de
pouquíssimos pólos, no máximo 4, embutidos na própria peça rotórica pólos lisos. Isto implica num diâmetro menor que o seu comprimento, caracterizando um turbogerador.
ESTATOR
Como vimos anteriormente, o estator é a parte estática de uma máquina elétrica. É composta pela carcaça, pelo núcleo magnético e pelos enrolamentos do estator. No caso de um hidrogerador, a carcaça é fabricada em chapas de aço soldadas e podem ser construídas em seções para facilitar o manuseio e o transporte. O núcleo do estator é constituído de lâminas de 0,35 a 0,50 mm de espessura, de aço silício de alta permeabilidade. São estampadas com a máxima precisão, isentas de rebarbas e envernizadas em ambos os lados e curados a altas temperaturas.
No estator estão distribuídos, por suas ranhuras, os lados retos das bobinas de campo (para motores) ou bobinas de armadura, para geradores, conforme mostra a figura. Do ponto de vista elétrico, o estator de um gerador é idêntico ao estator de um motor de indução trifásico.
Para grandes máquinas, geradora ou motora, o núcleo estatórico é formado por uma combinação de chapas segmentadas, colocadas lado a lado, de tal forma a constituir uma peça única Este tipo de construção é muito comum na montagem de hidrogeradores.
ISOLAÇÃO
O sistema de isolação previne que possíveis curto-circuitos ocorram. Estão em várias partes da máquina elétrica, estator e rotor como entre as espiras de uma bobina, entre bobinas e o núcleo magnético, entre bobinas e a carcaça, etc. As isolações protegem contra surtos de chaveamento e outros tipos de defeitos. Também são elementos importantes na proteção térmica e seus efeitos.









MOTORES ELÉTRICOS
Os motores monofásicos de fase auxiliar são um dos vários tipos de motores monofásicos existentes. Utilizados principalmente em máquinas como motobombas, compressores, furadeiras, serras, cortadores de grama etc., são, em geral, máquinas de pequeno porte, já que são fabricados normalmente em potências de até 2 cv.

 É raro serem encontrados acima desta potência, pois a utilização de motores trifásicos fica economicamente mais viável. O estator desses motores é constituído resumidamente por dois bobinados, chamados bobinado principal (ou de trabalho) e bobinado auxiliar (ou de partida; arranque). Na partida do motor, os dois bobinados ficam energizados; tão logo o rotor atinja sua velocidade, o bobinado de arranque é desligado, permanecendo em funcionamento somente as bobinas de trabalho.
A bobina de arranque do motor possui ligado em série consigo um capacitor e um interruptor automático (e é normalmente feita com fio mais fino). O interruptor automático (na maioria dos motores formado por um interruptor centrífugo associado a um platinado, embora não seja o único modelo existente) desliga a bobina de arranque após a partida do motor. Já o capacitor faz com que surja no interior do motor um campo magnético girante, que impulsionará o motor a partir. Para que possa funcionar em duas tensões diferentes (110 ou 220 V), a bobina de trabalho desses motores é dividida em duas, tendo a possibilidade de as partes serem conectadas em série ou em paralelo, de acordo com a tensão da rede elétrica. Cada parte deve receber no máximo 110 V, que corresponde à menor tensão de funcionamento do motor (Figura 3). A inversão da rotação é feita invertendo-se o sentido da corrente na bobina auxiliar, ou seja, troca-se o terminal 5 pelo 6.





 

MOTORES ELÉTRICOS TRIFÁSICOS



São máquinas que produzem energia mecânica a partir de energia elétrica. Esses motores são alimentados por redes trifásicas, daí seu nome, tendo vários tipos e formas de ligações. Os motores elétricos trifásicos são os mais utilizados na indústria, por terem o melhor custo benefício na comparação com os demais (evidentemente que nas aplicações compatíveis).

MOTOR TRIFÁSICO DE MÚLTIPLAS VELOCIDADES

Este tipo de motor proporciona velocidades diferentes em um mesmo eixo. Na grande maioria, são para apenas um valor de tensão, pois as religações disponíveis geralmente permitem apenas a troca das velocidades. A potência e a corrente para cada rotação são diferentes. Existem basicamente dois tipos: motor de enrolamentos separados e motor tipo Dahlander.

Motor de enrolamentos separados

Baseado em que a rotação de um motor elétrico (rotor gaiola) depende do número de pólos magnéticos formados internamente em seu estator, este tipo de motor possui na mesma carcaça dois enrolamentos independentes e bobinados com números de pólos diferentes. Ao alimentar um ou outro, se terá duas rotações, uma chamada baixa e outra, alta.
As rotações dependerão dos dados construtivos do motor, não havendo relação obrigatória entre baixa e alta velocidade. Exemplos: 6/4 pólos (1200 /1800 rpm); 12/4 pólos (600/1800 rpm), etc.
Atenção: Ao alimentar uma das rotações, deve-se ter o cuidado de que a outra esteja completamente desligada, isolada e com o circuito aberto, pelos seguinte motivos:
– não há possibilidade de o motor girar em duas rotações simultaneamente;
– nos terminais não conectados à rede haverá tensão induzida gerada pela bobina que está conectada (neste sistema tem-se construído basicamente um transformador trifásico);
– caso circule corrente no enrolamento que não está sendo alimentado surgirá um campo magnético que interferirá com o campo do enrolamento alimentado;
– não é interessante que circule corrente no bobinado que não está sendo utilizado, tanto por questões técnicas como econômicas (consumo de energia).
Essas são as razões pela quais os enrolamentos destes motores são fechados internamente em estrela (Y).


 

Motor Dahlander

É um motor com enrolamento especial que pode receber dois fechamentos diferentes, de forma a alterar a quantidade de pólos, proporcionando, assim, duas velocidades distintas, mas sempre com relação 1:2.


Exemplos: 4/2 pólos (1800/3600 rpm); 8/4 (900
/1800 rpm).



Motor de tripla velocidade

Um motor de três velocidades pode ser construído basicamente de duas formas: três enrolamentos separados ou um enrolamento comum com um Dahlander. É de extrema importância que o enrolamento Dahlander possa ser aberto no segundo caso, pois, caso contrário, surgirão correntes induzidas quando for alimentado o enrolamento comum, que influenciarão no funcionamento do motor.
Portanto, elas não podem existir. A razão para serem evitadas é que nesses motores tem-se exatamente o sistema de um transformador trifásico. Os motores com três enrolamentos preferencialmente são fechados em estrela para evitar os mesmos problemas. Caso necessitem da ligação triângulo, é obrigatória a possibilidade de interrompê-la quando não estiver sendo alimentada.
 


 MOTOR DE ANÉIS
O motor de anéis tem um rotor que não está fechado em curto-circuito. Nele o rotor é bobinado e os terminais estão acessíveis externamente através de anéis coletores e escovas (carvão). Através das escovas (carvão), é inserida resistência ao circuito do rotor no instante da partida, que é diminuída aos poucos, conforme o motor vai atingindo velocidade, até que chegue a zero (curto). Neste momento, o comportamento é exatamente igual a um motor tipo gaiola.

 

Como todo motor de indução forma basicamente um transformador, onde o estator é o primário e o rotor o secundário, e neste tipo específico o rotor não está em curto-circuito, não há grande pico de corrente na partida do motor de anéis. A corrente de partida e a corrente nominal têm basicamente o mesmo valor se o motor parte sem carga. Evidentemente, quando parte com carga, há um aumento da corrente de partida, mas esta é muito baixa (Ip/In ? 2,5) se comparada com motores de rotor em curto.
Esse tipo de motor é indicado para partidas com carga, devido ao grande conjugado de partida. Pode ser usado também em máquinas que necessitam de controle de rotação, pois, conforme se retira ou insere resistência ao rotor, sua velocidade varia.
Nesta situação deve-se compensar a carga no motor para evitar o sobreaquecimento, já que a auto-refrigeração (ventoinha) diminui. O valor das resistências de partida, bem como suas potências, devem ser dimensionados especificamente para cada motor conforme as necessidades de torque na partida. Na placa de identificação pode-se ver a tensão e a corrente do rotor, valores que servirão de bases para cálculos. O comando dos circuitos para a instalação desses motores deve ser projetado para que o motor não dê partida se as resistências não estiverem na posição exata (máxima resistência), para evitar o uso incorreto.
Estes motores são mais caros que os de rotor em curto, e exigem maiores cuidados de manutenção. Os inversores de freqüência e os soft-starters têm tomado o mercado eles.




CARACTERÍSTICAS ELÉTRICAS E MECÂNICAS DOS MOTORES
TRIFÁSICOS



Um motor elétrico é acompanhado de uma placa de identificação onde são informados suas principais características. Outras precisam ser obtidas com o fabricante através de catálogos ou consultas diretas. Destacam-se nas características dos motores elétricos trifásicos:

3.1 TENSÃO DE FUNCIONAMENTO

A grande maioria dos motores elétricos são fornecidos com os terminais religáveis, de modo que possam funcionar ao menos em dois tipos de tensões. No presente capítulo descrevem-se os principais tipos de religações.
3.1.1 Ligação estrela-triângulo

Este tipo de ligação exige seis terminais do motor, e serve para quaisquer tensões nominais duplas, desde que a segunda seja igual à primeira multiplicada por raiz de 3 .
(Exemplos: 220/380 V - 380/660 V - 440/760 V)
Nota: Uma tensão acima de 600 V não é considerada baixa tensão; está na faixa de alta tensão, onde as normas são outras. Nos exemplos 380/660 V e 440/760 V a tensão maior declarada serve somente para indicar que o motor pode ser ligado em estrela-triângulo, pois 


não existem linhas nesses valores.
 

Ligação série-paralelo

Este tipo de ligação exige nove terminais no motor, e é usado com tensões nominais duplas, sendo a segunda o dobro da primeira. Existem basicamente dois tipos de religações para estes motores: estrela / duplo-estrela e triângulo / duplo-triângulo.


 

Os motores de doze terminais não possuem ligações internas entre bobinas, o que possibilita os quatro tipos de religação externamente no motor. As possíveis são 220, 380, 440 e 760*V (*somente para partida). veja abaixo:

 

CORRENTES NO MOTOR TRIFÁSICO

O motor trifásico é um consumidor de carga elétrica equilibrada. Isto significa que todas as suas bobinas são iguais, ou seja, têm a mesma potência, são para mesma tensão e, conseqüentemente, consomem a mesma corrente. Logo, as correntes medidas nas três fases sempre terão o mesmo valor. Internamente as correntes nas bobinas de um mesmo motor sempre serão iguais, independentemente para qual tensão este for conectado. Já na rede (externamente, nos terminais de alimentação) os valores serão diferentes para cada tensão.


 Corrente nominal (In)

A corrente nominal é lida na placa de identificação do motor, ou seja, aquela que o motor absorve da rede quando funcionando à potência nominal, sob tensão e freqüência nominais. Quando houver mais de um valor na placa de identificação, cada um refere-se a tensão ou a velocidade diferente.

Corrente de partida (Ip/In) 
Os motores elétricos solicitam da rede de alimentação, durante a partida, uma corrente de valor elevado, da ordem de 6 a 10 vezes a corrente nominal. Este valor depende das características construtivas do motor e não da carga acionada. A carga influencia apenas no tempo durante o qual a corrente de acionamento circula no motor e na rede de alimentação (tempo de aceleração do motor).
A corrente é representada na placa de identificação pela sigla Ip/In (corrente departida / corrente nominal).


Atenção: Não se deve confundir com a sigla IP, que significa grau de proteção.


ROTAÇÃO DO MOTOR TRIFÁSICO:

Invertendo a rotação

Em qualquer motor trifásico, a inversão do sentido de rotação é feita trocando-se na “ alimentação” duas fases quaisquer entre si (uma permanece inalterada), diferentemente dos motores monofásicos de fase auxiliar, onde é trocada a ligação do motor (5 por 6).

Determinando a rotação (rpm)
A rotação de um motor elétrico trifásico (rotor tipo gaiola) é determinada pelo número de pólos do motor e pela freqüência da rede elétrica. A tensão elétrica não influencia na rotação (a menos que se aplique tensão muito inferior à nominal, o que refletirá na potência e no torque do motor, neste caso podendo até queimá-lo).

Atenção: A quantidade de pólos de um motor é por fase.


Velocidade síncrona (ns)

É a velocidade do campo magnético girante formado internamente no motor. Através
dela pode-se saber o valor da rotação do motor.
A equação que determina a rpm (rotações por minuto) é:

 
Velocidade assíncrona (n)

Um pouco inferior à velocidade síncrona, a velocidade assíncrona é a rotaçãomedida no eixo do motor. Em síntese, é a verdadeira rotação do motor, descontado-se as perdas; daí o nome de motor assíncrono (em português assíncrono significa fora de sincronismo, no caso entre a velocidade do campo magnético e a do eixo do motor). O valor lido na placa dos motores, portanto valor nominal, é o valor da velocidade assíncrona.

Escorregamento (s)

É a diferença entre a velocidade do campo magnético (velocidade síncrona) e a rotação do motor, sendo também chamado de deslizamento.
Escorregamento

O escorregamento de um motor normalmente varia em função da carga: quando a carga for zero (motor em vazio) o escorregamento será praticamente nulo; quando for a nominal, o escorregamento também será o nominal.
O escorregamento pode ser dado em rpm ou em %. Exemplo: motor de quatro pólos – 60 Hz - 1746 rpm. O escorregamento é de 54 rpm ou 3% (ns = 1800 rpm).
Na placa de identificação geralmente é informada a rpm nominal (a plena carga) e não o escorregamento do motor, havendo necessidade de calculá-lo caso interesse.


TORQUE

Torque é a medida do esforço necessário para se girar um eixo. Freqüentemente é confundido com “força”, que é um dos componentes do torque. É o produto da  distância e da força, também conhecido por conjugado, momento, par e binário.


T = F x d Onde:
T = Torque em mkgf
F = Força em kgf
d = distância em m
Quando se coloca uma carga a ser movimentada por um motor, a força que ele pode fazer estará ligada diretamente ao comprimento da alavanca a partir do centro do eixo. Logo, não se pode determinar um valor fixo para a força de um motor. Quando se especifica a força relacionando-a com o comprimento da alavanca, ou seja, determina o torque deste motor, é possível saber qual a carga máxima que este poderá acionar para cada alavanca construída

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

PÁRA-RAIOS - ELETRICIDADE

Num corpo que contenha certa quantidade de energia elétrica, a densidade elétrica superficial é maior nas pontas e o campo elétrico, que é proporcional a ela, pode atingir valores extremamente grandes ao ponto de ionizar as moléculas de ar que se refere as regiões pontiagudas que promovem descargas elétricas. Esse fenômeno é chamado PODER DAS PONTAS.
       A passagem de cargas elétricas através de um meio inicialmente isolante devido ao poder das pontas é largamente utilizado no cotidiano.
       Por exemplo, o pára-raios é um elemento pontiagudo e metálico que é colocado na parte mais alta do local que se quer proteger. Tem por objetivo, descarregar as nuvens eletrizadas, retraindo para si as descargas elétricas sob forma de relâmpagos. É claro que o pára-raios é ligado a TERRA, que serve como elemento receptor ou fornecedor de elétrons.
       Podemos explicar o funcionamento de um pára-raios, de forma simples, assim:
      Suponha uma nuvem carregada negativamente passando perto da ponta do pára-raios. Nessas condições, ela pode induzir cargas positivas na ponta, que por sua vez, podem ionizar o ar atmosférico, tornando-o condutor.
      Então, a nuvem se descarrega, escoando elétrons para a TERRA, através de uma faísca da nuvem para o pára-raios.
     O fenômeno é semelhante se a nuvem estiver com cargas positivas, mas, nesse caso sobem elétrons da terra para a nuvem, através de uma faísca de pára-raios para a nuvem.
    Nos aviões, a descarga elétrica tende a escoar ao longo das partes metálicas externas, não passando para a parte interna do mesmo e retornando para a atmosfera.
    Desse modo passageiros e componentes eletrônicos não sofrem nenhum tipo de alteração em suas condições normais.
    Uma curiosidade, é que nos barcos, o pára-raios deve ser instalado no mastro (ponto mais alto) e ligado a água do mar, por meio de um fio condutor isolado.
     Então tome cuidado para não tomarem um choque.
 

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Questões de maquinas elétricas e automação

1 - A que devemos o fato de o estator  ser constituído de aço laminado?
r.: reduzir ao mínimo as perdas por correntes parasitas e histerese.

2 - Quais o tipos de rotor mais comuns?
r.: rotor tipo gaiola de esquilo e rotor bobinado

3 - Qual a função do anel condutor?
r.: curto circuitar os condutores alojados no rotor

automação

1 - Como podemos definir o Controlador Programável?
r.: Um sistema de controle de estado sólido, com memória programável para armazenamento de instruções para controle lógico

2 - Quais os principais pontos de aplicação dos CLP´s?
r.: Os principais pontos de aplicação dos Controladores Programáveis são: a) máquinas: máquinas operatrizes,máquinas têxteis, máquinas para fundição, máquinas para indústria de alimentos etc.; b) indústria: mineração, siderúrgicas, laminadoras etc.

3 - Como os Controladores Programaveis substituem a ação do homem?
r.: como sistema de
controle, e podem controlar grandezas tais como: vazão, temperatura, pressão, nível, velocidade, torque,
densidade, rotação, voltagem e corrente elétrica (variáveis de controle).